Prout, Cuba, Sarkar e Fidel

escrito por Dada Amita e Leonardo de Amorim Thury (2001)

Dada Amita em Cuba
Em 1988, Sarkar estava caminhando com vários monges da sua organização. De repente, Sarkar se virou para eles e falou: “Temos que entregar livros de Prout para Fidel Castro!”. Todos os monges ficaram surpresos. E então Sarkar continuou: “Fidel, certamente não dirá ser nosso amigo, mas certamente ele não será nosso inimigo. Nesse exato momento, ele está se perguntando se existe alguma alternativa ao capitalismo e ao socialismo.” Para essa tarefa, todos concordaram em chamar o monge espanhol Dada Amita Dada, pronuncia-se dáda e significa irmão em sânscrito) que estava trabalhando no México nessa época. O Dada se preparou e foi para Cuba com uma mala cheia de livros de Prout.
Naquela época, muitas vezes os livros de estrangeiros que estavam entrando em Cuba eram confiscados. Em especial, quando tinham várias cópias de um livro e, além disso, com uma proposta social ou econômica diferente do marxismo.

O Dada chegou em Cuba e, na alfândega, o guarda pegou a mala dele para revistar. A mala estava cheia de livros de Prout e tinha apenas um cobertor cobrindo-os. O guarda olhou o cobertor e disse: “Aqui faz muito calor, acho que você não vai precisar disso”. E então, ele sorriu e disse: “Bem vindo a Cuba.” e fechou a mala.

Dada seguiu adiante para conseguir uma dificílima audiência com Fidel para entregar os livros de Prout a ele. Então, o Dada se encaminhou para o Palácio da Revolução, para encontrar Fidel. Lá ele foi recebido pela secretária pessoal de Fidel que comunicou que ele havia viajado para o sul de Cuba para visitar as vítimas de um furacão que havia ocorrido recentemente. Mas ela assegurou que se os livros fossem deixados com ela, eles chegariam com certeza nas mãos de Fidel.

No resto do tempo em que o Dada ficou em Cuba, ele deu palestras em duas universidades e distribuiu livros entre professores universitários e outros intelectuais cubanos. Muitos tiraram cópias dos materiais e continuaram distribuindo o material em Cuba. Até hoje livros de Prout circulam pelo país.

Após algum tempo, no México, o Dada recebeu uma carta do secretário de Conselho de Estado, José Myar Barrueco, agradecendo em nome do governo cubano e de Fidel, pelos livros de Prout.

Um ano depois, numa conferência de movimentos revolucionários, nas palavras de encerramento, Fidel falou que é contra o imperialismo, mas numa relação de igualdade entre os países, ele apoiaria a idéia de um governo mundial, que é uma das propostas de Prout, e que, até então ele ainda não havia se referido a esta idéia.

Para seguir lendo este artigo, com as análises dos trechos da entrevista do membro do governo cubano e do
o artigo do Le Monde Diplomatique sobre Cuba, baixe o
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